CÂMARA MUNICIPAL

Auxílio municipal de R$ 300 e dispensa de pagamento de energia com consumo até 440 kw/mês é vetado pela prefeitura

Em meio à Pandemia do Coronavirus, a Prefeitura de Imperatriz veta projetos de lei da Câmara Municipal que ajudariam o imperatrizense neste momento do isolamento social.

02/06/2020 19h13
Por: Redação
Fonte: Assimp - Câmara Municipal
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Foto: Divulgação/Assimp - Câmara
Foto: Divulgação/Assimp - Câmara

Na manhã desta terça (02) em sessão remota, mas contando com participação presencial de vários vereadores, a Câmara Municipal tomou conhecimento de quatro vetos totais a projetos de lei apresentados e aprovados pelo legislativo municipal.

Três deles visam ajudar a população neste momento de pandemia. Os projetos de lei que tiveram veto total foram: Auxílio no valor de 300 reais a munícipes dentro dos critérios estabelecidos; Dispensa do pagamento de energia para quem consumisse até de 440 kilowatts/mês; Proibição do uso do videomonitoramento para cobrança de multas; Prestação de contas para a Câmara de concessionárias de serviços públicos.  

Auxílio emergencial municipal e dispensa de contribuição de iluminação pública

Os vetos ao auxílio emergencial municipal de R$ 300 reais e a dispensa de contribuição de iluminação pública para consumos de até 440 kwh tiveram como fundamentação a separação dos poderes e que de acordo com a prefeitura a Câmara Legislou em projetos de lei que são de iniciativa exclusiva do Executivo. Estaria invadindo sua competência e não poderia mexer em questão de dispensa, pois seria uma renúncia de receita.  

Cobrança de multas através de videomonitoramento

Sobre o monitoramento e cobrança de multas, tomaram como justificativa a jurisprudência do STF (Superior Tribuna Federal), onde as questões de trânsito e cobranças de infrações são de competência do município, que pode usar esse tipo de multa, se baseando no código de trânsito brasileiro, onde os meios tecnológicos podem ser utilizados. Alegam que a Câmara também não pode legislar sobre essa esfera.  

Prestação de contas das prestadoras de serviços

Empresas concessionárias de serviços públicos diretos e indiretos devem prestar contas para o legislativo municipal, mas novamente o executivo apresentou jurisprudências e argumenta que o legislativo não pode fazer autorização prévia para o município contratar, sendo que a justificativa é diferente da matéria apresentada, que pede prestação de contas e não fala sobre autorização.  

O “bloco de vetos” apresentado de acordo com os vereadores, é contra a população, pois o município tem apresentado arrecadação recorde, recebimento de recursos altíssimos, emendas, repasses federais, sem contrapartida alguma para a população nesse momento difícil de pandemia, desemprego em alta, empresas fechando e pessoas passando dificuldades até para se alimentarem. “Em vários municípios pelo Brasil afora se vê todas as prefeituras fazendo ações para ajudar a população, principalmente profissionais liberais e aqui além de não diminuírem ou suspenderem, aumentam alguns impostos através de decretos, passando por cima do legislativo, vetando leis que ajudariam o povo e dificultando ainda mais a vida dos imperatrizenses.

Enquanto a população sofre alegam jurisprudência para tudo e ignoram o poder legislativo”, informou o vereador e advogado Fábio Hernandez. O presidente da Câmara Jose Carlos Soares informou que os vetos seguem para análise das comissões permanentes e posteriormente serão colocados em votação para serem mantidos ou derrubados.

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