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Segundo mandato de Assis Ramos é marcado por suposto desvios na saúde e esquema em cobranças de propinas

Em menos de três meses, o governo é alvo de denúncias de rachadinhas em secretaria, cobranças de propinas de empresas e operação da Polícia Federal que apura desvios de recursos na saúde do município.

08/03/2021 14h26
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Por: Willamy Figueira
Foto: Divulgação
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O segundo mandato do prefeito Assis Ramos (Dem), mal começou e já marcado por dois escândalos que envolve duas secretarias, a de Planejamento Urbano e da Saúde. A do Planejamento Urbano que tinha seu fiel escudeiro, Fidélis Uchôa, que pediu demissão após sofrer denuncias de sua ex-secretária adjunta, que o denunciou por "rachadinhas salariais" - REVEJA AQUI - que servidores da pasta, segundo ela que ofereceu a denúncia do Ministério Público, eram obrigados a devolver parte de seus salários ao secretário, além de cobrar propinas de empresas para liberar documentos pendentes de empresas que dava entrada com pedidos para executar obras no município.

A outra secretaria que tem a frente a "protegida" de Assis, Mariana Jales, que tem uma extensão parentesco com um juiz, responsável pela Vara da Fazenda de Imperatriz, é a Saúde que foi alvo no último dia 03 de março, de uma operação da Polícia Federal de nome "Recôndito" - REVEJA AQUI - apura desvio de recursos públicos federais destinados ao combate do Coronavírus. Segundo a Polícia Federal as investigações policial apontou supostas fraudes em procedimentos licitatórios e sobrepreço em contratos públicos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semu), no ano de 2020, com a utilização de recursos públicos federais destinados ao combate do novo Coronavírus.

Diante dos escândalos nos três primeiros meses de governo de Assis Ramos, há em que acredite que as duas denúncias são graves, porém a que envolve a secretaria de Mariana Jales, que foi a uma emissora de TV na cidade, tentar explicar de forma tímida, que supostamente a Operação da Polícia Federal, tinha caído no discrédito, porque segundo ela, a empresa prestou o serviço de forma correta e que não houve fraude, porém apuração mais específica de blogueiro Rui Porão - VEJA AQUI - demonstrou que a empresa aditivou o contrato alterando a razão social, proprietário, endereço e representante legal, antes da renovação contratual que ocorreu em outubro do ano passado.

Segundo um vereador que faz parte da base aliada de Assis Ramos na Câmara Municipal, foi nos confidencializado que diante da operação da Polícia Federal batendo nas portas da prefeitura, é impossível defender a secretaria e que se Assis Ramos fosse sensato, coisa que não é, já tinha demitido Mariana Jales até as apurações das alegações finais das investigações.

O que resta agora é Assis Ramos é ter equílibrio para que não haja conflitos de interesses dentro do governo, que diante dos escândalos logo no início de mandato, pode também ter deixado outros secretários em posição de desconforto e principalmente do ex-secretário de saúde, Dr Alair Firmiano, que após sofrer uma derrota nas urnas ao se candidatar como vereador, esperava voltar a ficar a frente da secretaria, que hoje é ocupada por Mariana Jales.

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