Saúde NEUROLOGIA

Doenças cerebrais também podem atingir jovens entre idades de 18 à 29 anos

Idade não é fator determinante para patologias, apesar da faixa etária ascender o alerta de uma das doenças que mais mata em todo o país.

14/04/2021 12h38
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Por: Redação
Foto: Divulgação
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Há sete anos, o autônomo Francimar Marques, 34, começou a sentir dores de cabeça, ocorrência comum na vida de muitos brasileiros. O problema passou a assustá-lo quando as dores aumentaram a intensidade, acompanhadas de apertos no peito e desmaios ao fazer esforços físicos. Por mais de seis meses, os sintomas de alerta acompanharam Francimar, até que ele resolvesse procurar por uma unidade médica e ser encaminhado para o Hospital Municipal de Imperatriz, HMI.

Com 27 anos na época, o autônomo passou por inúmeros exames especializados e de alta complexidade no HMI. O diagnóstico veio em pouco tempo e logo assustou: Francimar tinha um pequeno tumor no cérebro. “Fiquei abalado, mas tentei controlar o emocional. Fui operado e fiquei internado por 30 dias. Os médicos e enfermeiros me acolheram, o atendimento foi muito bom e essencial naquele momento” - comenta sobre a experiência. Atualmente, Francimar leva uma vida saudável, sem sequelas e de volta à prática do futebol amador aos finais de semana.

No HMI, normalmente são realizadas cerca de 30 neurocirurgias por mês, tanto de urgências e eletivas. Mas o perfil dos pacientes que precisam de intervenção cirúrgica na unidade varia. "Existe um grande volume cirúrgico de trauma, de urgência. O perfil desse paciente de urgência é o adulto jovem, que mais se envolve em acidentes de trânsito, relacionados ao uso do álcool", explica o neurocirurgião do HMI, Edem Moura.  

O médico especifica que no caso das cirurgias eletivas, é comum o público assistido ter a partir de 50 anos ou mais, onde aumentam os riscos de surgir algumas patologias cerebrais e na coluna. "Não que a idade determine que o indivíduo obrigatoriamente terá uma doença cerebral, mas existem doenças que são mais prevalentes em determinadas faixas etárias. A idade pode aumentar as chances de ocorrer, porém também outras comorbidades contribuem para os riscos" - completa.

Edem Moura ressalta ainda que que há alguns sinais que alertam para a necessidade de se buscar um médico neurologista para avaliação, que não necessariamente irá passar o tratamento cirúrgico. "Os alertas mais frequentes são dores persistentes na cabeça e na coluna, de difícil tratamento. Interessante avaliação do neuro em pacientes com histórico de crises convulsivas e todo paciente com derrame deve fazer o acompanhamento com o especialista" - destaca.

Nesta quarta-feira, 14, celebra-se o Dia Nacional do Neurocirurgião. A Prefeitura de Imperatriz parabeniza todos os especialistas na área, tão essenciais para a saúde.

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