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"Nada é em vão/Tudo tem razão/Até mesmo os porquês aparentemente sem respostas/"

Coluna Visão Geral

01/01/2022 11h39
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Por: Élson Araújo

O homem é movido a conquistas, e a satisfação disso vem das memórias dos ganhos acumulados ao longo dos anos. Por menor e mais simplória que seja, não resta dúvida que o sentimento que surge ao redor de um objetivo atingido é de um valor psicológico sem igual. Por sua força e importância, a memória desse prazer fica guardada no “cofre do subconsciente”, e só de imaginar é possível acessar a gama de “fluídos mágicos” que a natureza nos legou, e que a ciência passou a chamá-los de hormônios

Interessante esse legado do nosso processo evolutivo, esses fluídos mágicos que, a depender da situação, prepara nosso corpo para os prazeres da carne, para o sucesso, eventuais fracassos e estresse. Só sendo mesmo obra de uma mente superiora para presentear a raça humana com tal privilégio.

Experimente! As boas memórias favorecem de verdade o acesso aos “bons hormônios” encontrados no templo chamado corpo.  O bom, é que a gente tem a capacidade de selecioná-las e ordená-las, como explica a falecida professora de artes  Fayga Ostrower  que diz “ se elas viessem anarquicamente à tona seria impossível pensarmos ou estabelecermos qualquer tipo de relacionamento. Seria impossível funcionarmos mentalmente”

Um pequeno exemplo: vamos imaginar e ordenar como teria sido o momento da conquista, na infância, dos primeiros passos sem a ajuda de ninguém? Evento esquecido pela memória recente, contudo armazenada no subconsciente e viva no consciente dos pais, irmãos mais velhos, amigos e padrinhos, com direito, muitas vezes, a registro fotográfico e em tempo real, hoje, nas redes sociais. Agora, por exemplo, veio à memória a lembrança das primeiras passadas dos meus dois filhos. Uma bela de uma viagem no tempo e uma sensação de prazer indescritível. Tudo com o simples invocar daqueles momentos. 

Enfatizo no texto de hoje as boas memórias, mas o contrário também é verdadeiro. Os maus fluídos também aparecem quando se invoca memórias ruins. Elas provocam danos.  É por isso que costumo dizer que memórias ruins, para mim, só mesmo para me vacinar contra os males gerados pelos desacertos da vida, comuns ao caminhar humano nesta Terra. 

É bom recompor memórias daquilo que nos felicita! Até mesmo daquelas que não vivemos e que parecem vir de outras vidas, já vividas. Memórias que surgem até involuntariamente quando ouvimos aquela música, sentimos aquele cheiro, saboreamos aquele prato.

Nos tempos modernos e de tanta poluição mental, as boas memórias chegam a funcionar como um antídoto para aqueles momentos em que nos sentimos impotentes diante de uma realidade presente. Quem neste mundo, no ano que acabou, não se sentiu assim diante de tantas perdas? Nessas horas, resgatar as antigas e boas memórias, funciona como um bálsamo, um remédio, o ponto de partida para a recomposição da fé e da esperança e para nos preparar para os enfrentamentos das situações adversas no presente, e no futuro.

Feliz 2022!!!

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