Um levantamento feito pelo Jornal Imperatriz entre os anos 2016 a 2026 do mercado imobiliário de Imperatriz, apontou a supervalorização dos imóveis da cidade em 150%, passando por ciclos distintos. Após um período de retração entre 2015 e 2017, influenciado pela crise econômica nacional, o setor iniciou retomada gradual a partir de 2018, com aceleração significativa entre 2020 e 2023, impulsionada por crédito habitacional mais acessível e crescimento da demanda por moradia.

Bairros considerados de alto padrão, como Três Poderes, registraram valorização acumulada expressiva no período, com imóveis que há uma década eram negociados na faixa de médio padrão passando a alcançar atualmente valores entre R$ 600 mil e R$ 2 milhões, consolidando a região como a mais nobre da cidade.

Em bairros de perfil intermediário, como Jardim São Luís, Parque do Buriti e Santa Inês, a valorização também foi consistente, acompanhando a expansão urbana e o surgimento de novos empreendimentos. Já regiões tradicionalmente populares mantiveram preços mais acessíveis, mas também registraram crescimento gradual no ticket médio ao longo da década.

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Com a correção, os preços médios atuais por bairro são estimados em:

  • Três Poderes: entre R$ 600 mil e R$ 2 milhões

  • Jardim São Luís: entre R$ 380 mil e R$ 440 mil

  • Centro: entre R$ 350 mil e R$ 410 mil

  • Parque do Buriti: entre R$ 300 mil e R$ 360 mil

  • Santa Inês: entre R$ 240 mil e R$ 700 mil

  • Nova Imperatriz: entre R$ 260 mil e R$ 320 mil

  • Vila Lobão: entre R$ 240 mil e R$ 290 mil

  • Santa Rita: entre R$ 210 mil e R$ 260 mil

  • Bacuri: entre R$ 200 mil e R$ 250 mil

O cenário indica que a diferença superior a 150% entre bairros não é um fenômeno recente, mas resultado de um processo contínuo de segmentação do mercado imobiliário local ao longo dos últimos dez anos, com maior concentração de imóveis de alto padrão em áreas específicas e expansão habitacional em regiões periféricas.