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Imperatriz registrou uma produção de apenas 532 quilos de mel em 2025 e ficou atrás de 53 municípios maranhenses no levantamento da produção apícola. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e chamam a atenção para o desempenho da atividade em uma das principais cidades do interior do Maranhão.
De acordo com o levantamento analisado pelo Jornal Imperatriz, a segunda maior cidade do estado aparece na 54ª posição entre os 67 municípios que apresentaram valores numéricos de produção no arquivo consultado. O resultado contrasta com a importância econômica da cidade, reconhecida como polo regional de comércio e serviços.
O desempenho também evidencia a distância entre Imperatriz e os municípios que lideram a produção de mel no estado, onde a apicultura representa uma atividade econômica relevante.
Diferença para o líder ultrapassa 1,35 milhão de quilos
Santa Luzia do Paruá ocupa a primeira posição no ranking, com uma produção de 1.358.416 quilos de mel em 2025. O volume é aproximadamente 2.553 vezes superior ao registrado em Imperatriz.
A diferença entre os dois municípios demonstra a concentração da produção em cidades que se destacam na atividade apícola. Enquanto Santa Luzia do Paruá ultrapassou a marca de 1,35 milhão de quilos, Imperatriz não chegou sequer a uma tonelada durante o período analisado.
O contraste levanta questionamentos sobre o espaço ocupado pela apicultura na economia imperatrizense e sobre as condições oferecidas aos produtores que atuam no setor.
Baixa produção levanta questionamentos sobre o setor
Os números colocam em discussão o potencial de desenvolvimento da apicultura em Imperatriz. A atividade pode contribuir para a geração de renda no meio rural, a diversificação da produção agropecuária e o fortalecimento de pequenos negócios.
Entretanto, os dados de produção, isoladamente, não explicam por que Imperatriz apresenta um volume tão baixo. Para compreender o cenário, é necessário avaliar fatores como a quantidade de apicultores em atividade, o número de colmeias, a assistência técnica disponível, o acesso a equipamentos e as condições de comercialização.
Também é importante verificar se existem programas municipais voltados ao incentivo da apicultura, iniciativas de capacitação e ações para ampliar a participação dos produtores locais no mercado.
Um resultado que merece atenção
A produção de apenas 532 quilos de mel em 2025 coloca Imperatriz em posição distante dos principais produtores maranhenses. O resultado merece uma análise mais aprofundada sobre as condições da atividade e as oportunidades para ampliar sua participação na economia local.
O desafio é identificar os obstáculos enfrentados pelos apicultores e avaliar quais medidas podem contribuir para aumentar a produção, gerar renda e aproveitar melhor as oportunidades do setor.
Publicado por:
Willamy Figueira/Editor-chefe
Willamy nasceu em Imperatriz, tem 43 anos, é jornalista com DRT-MA 2298, publicitário e redator-chefe do Jornal Imperatriz.
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