Espaço para comunicar erros nesta postagem
Uma operação da Polícia Federal colocou um delegado da Polícia Civil no centro de uma investigação que reúne acusações de extrema gravidade no município de Colinas, no Maranhão. Wlisses Alves foi preso temporariamente nesta segunda-feira (28) durante a Operação Habeas Votum, que apura suspeitas de coação eleitoral, violência sexual, ameaça e abuso de autoridade contra uma mulher.
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um caso que, segundo a corporação, teria relação com divergências político-eleitorais nas eleições de 2026. A vítima e os investigados apoiariam candidaturas diferentes e, conforme a investigação, a mulher teria sido submetida a violência sexual e ameaças para que interrompesse manifestações políticas realizadas nas redes sociais.
Delegado está entre os presos
Além do delegado Wlisses Alves, também foi preso temporariamente o vereador de Colinas e investigador da Polícia Civil Gaudêncio Neto (PSB). Segundo informações divulgadas sobre a operação, Wlisses Alves é investigado por coação eleitoral e por crime relacionado a estupro.
O caso chama atenção justamente pelo envolvimento de um agente público que exerce função policial. A investigação apura se houve uso abusivo da função pública associado às ameaças e às divergências político-eleitorais.
A própria Polícia Federal informou que a possível ligação entre os atos de intimidação, o exercício abusivo da função pública e a disputa eleitoral fez com que o caso passasse a tramitar sob supervisão da Justiça Eleitoral.
Prisões e buscas
Por determinação judicial, a PF cumpriu dois mandados de prisão temporária, três mandados de busca e apreensão domiciliar e dois mandados de busca pessoal.
Também foram determinadas medidas cautelares contra os investigados, incluindo afastamento do exercício da função pública e suspensão do porte de arma de fogo. Segundo a Polícia Federal, as medidas buscam preservar provas, impedir eventual continuidade das condutas investigadas e proteger a vítima e terceiros.
Violência sexual teria sido usada como forma de intimidação
Um dos pontos mais graves da investigação é a suspeita de que a violência sexual tenha ocorrido dentro de um contexto de intimidação política.
De acordo com a PF, a vítima teria sido submetida a violência sexual e ameaças com a finalidade de constrangê-la a deixar de fazer manifestações políticas nas redes sociais. A investigação busca esclarecer a participação individual de cada envolvido e a eventual utilização da estrutura ou da autoridade pública para intimidar a vítima.
Os investigados poderão responder, em tese, por crimes como coação eleitoral, estupro, associação criminosa armada, ameaça e abuso de autoridade, além de outras infrações que possam ser identificadas durante o avanço das investigações.
Investigação continua
A Polícia Federal ressalta que a investigação ainda está em andamento e que as responsabilidades individuais somente serão definidas após a conclusão das diligências.
As prisões são temporárias e fazem parte das medidas autorizadas pela Justiça para o avanço da investigação. Portanto, as acusações atribuídas aos investigados ainda precisam ser apuradas no curso do processo e não representam condenação definitiva.
O caso ganhou repercussão pela combinação de disputa eleitoral, violência sexual e possível abuso de autoridade, tendo como um dos principais alvos um delegado da Polícia Civil.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou em nota que acompanha o caso e que as determinações judiciais estão sendo integralmente cumpridas, incluindo o afastamento do delegado.
Leia a nota na íntegra:
"A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que acompanha o caso e que as determinações judiciais estão sendo integralmente cumpridas, incluindo o afastamento do delegado.
A vítima foi acolhida, prestou depoimento na Casa da Mulher Brasileira e está recebendo o suporte e o atendimento especializado necessários.
A SSP-MA reforça que não compactua com desvios de conduta por parte de integrantes do Sistema de Segurança Pública e adotará todas as providências administrativas cabíveis, nos termos da legislação.
A Secretaria permanece à disposição da Polícia Federal e das demais autoridades responsáveis pela investigação para prestar toda a colaboração necessária ao esclarecimento dos fatos."
Publicado por:
Willamy Figueira/Editor-chefe
Willamy nasceu em Imperatriz, tem 43 anos, é jornalista com DRT-MA 2298, publicitário e redator-chefe do Jornal Imperatriz.
Saiba MaisNossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se