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Uma fotografia encontrada pela Polícia Federal no celular do senador Weverton Rocha (PDT) mostra um grupo de políticos reunido em uma piscina na propriedade do advogado e empresário Willer Tomaz, em Planaltina, no Distrito Federal.
A imagem, divulgada pela Revista Piauí, foi localizada durante a análise do aparelho de Weverton, que está em posse da PF desde uma operação realizada no âmbito das investigações sobre as fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Na fotografia aparecem, além de Weverton Rocha e Willer Tomaz, nomes de peso da política nacional. Entre os identificados estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP), o deputado Alexandre Ramagem (PL), o ex-ministro Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União) e Paulo Azi (União).
O registro mostra os políticos dentro e ao redor da piscina do chamado Rancho Tomaz, propriedade do advogado localizada em Planaltina, a cerca de 80 quilômetros de Brasília. Segundo as informações divulgadas, o encontro teria reunido parlamentares de diferentes partidos, principalmente integrantes da direita e do Centrão.
A fotografia ganhou relevância no contexto da investigação porque Willer Tomaz é alvo da Polícia Federal em uma nova fase da Operação Sem Desconto. A PF apura suspeitas de um esquema de lavagem de dinheiro relacionado às fraudes contra beneficiários do INSS.
Weverton Rocha também é investigado pela Polícia Federal. Em dezembro de 2025, o senador foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da Operação Sem Desconto. A investigação apura possíveis relações financeiras e políticas envolvendo o parlamentar e pessoas ligadas ao esquema.
A PF chegou a apontar Weverton como uma figura de influência dentro das relações investigadas. O senador, porém, nega envolvimento com as irregularidades e afirma que suas movimentações financeiras têm origem em atividades profissionais e empresariais.
A presença dos políticos na fotografia, por si só, não significa participação deles nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal. O registro, no entanto, passou a chamar atenção por revelar a proximidade de figuras importantes do Congresso com o advogado que está no centro das apurações.
A investigação continua em andamento, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir das provas reunidas pela Polícia Federal e das decisões das autoridades responsáveis pelo caso.
Publicado por:
Willamy Figueira/Editor-chefe
Willamy nasceu em Imperatriz, tem 43 anos, é jornalista com DRT-MA 2298, publicitário e redator-chefe do Jornal Imperatriz.
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