A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) está no centro de uma polêmica após profissionais da imprensa denunciarem a suspensão de pagamentos por serviços de publicidade institucional já executados. A situação tem provocado indignação entre jornalistas, proprietários de veículos de comunicação e colaboradores que realizaram a divulgação de campanhas e conteúdos oficiais da Casa.

De acordo com informações obtidas pelo Jornal Imperatriz, agências de publicidade prestadoras de serviço da Assembleia Legislativa solicitaram que jornalistas, portais de notícias, blogs e demais profissionais da imprensa cancelassem as notas fiscais já emitidas referentes aos serviços prestados durante o mês de junho.

A justificativa apresentada pelas agências seria a entrada em vigor do período vedado pela legislação eleitoral. No entanto, os profissionais contestam a medida, argumentando que os serviços foram executados e concluídos antes do início das restrições eleitorais, que passaram a valer em 4 de julho. Por esse motivo, defendem que os pagamentos deveriam ocorrer normalmente.

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A orientação para o cancelamento das notas fiscais gerou apreensão entre os prestadores de serviço, que afirmam já terem cumprido suas obrigações contratuais. Nos bastidores, cresce o receio de que a medida possa resultar no não pagamento dos valores devidos, situação que vem sendo tratada por parte dos profissionais como um possível calote contra a imprensa maranhense.

Os relatos apontam que, mesmo após o pedido de cancelamento das notas fiscais, ainda não foi apresentada uma solução para regularizar os pagamentos. A indefinição afeta dezenas de profissionais e empresas que participaram da divulgação de releases, campanhas institucionais e outras ações publicitárias da Assembleia Legislativa.

A repercussão aumentou após uma publicação nas redes sociais denunciar a situação e cobrar providências da presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale. O texto afirma que jornalistas e colaboradores aguardam uma definição sobre os pagamentos e critica a falta de esclarecimentos aos profissionais que prestaram os serviços.

Até o fechamento desta reportagem, a Assembleia Legislativa do Maranhão não havia divulgado nota oficial esclarecendo os motivos da suspensão dos pagamentos, nem informado quando os valores referentes aos serviços prestados antes do período eleitoral serão regularizados.

O Jornal Imperatriz mantém o espaço aberto para manifestação da Assembleia Legislativa do Maranhão, das agências de publicidade envolvidas e dos demais citados nesta reportagem. Caso haja posicionamento oficial, o conteúdo será atualizado.