Após divulgar um vídeo nesta sexta-feira (10), com críticas à atual prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), o ex-prefeito Assis Ramos voltou ao centro do debate público — desta vez, com cobranças que em sua própria gestão ele não foi exemplo.

Isso porque, durante o período em que esteve à frente da Prefeitura, o município acumulou uma dívida superior a R$ 63 milhões, conforme apontado em reportagem do G1. O cenário de desequilíbrio financeiro afetou diretamente o funcionamento de serviços essenciais e o cumprimento de contratos.

Um dos principais reflexos da crise foi sentido pelos trabalhadores terceirizados. Empresas contratadas pela Prefeitura relataram atrasos frequentes nos repasses por parte do município, o que acabou resultando no atraso de salários de centenas de funcionários.

Publicidade
Publicidade

Na época, profissionais que atuavam em áreas como educação, saúde e limpeza urbana chegaram a realizar protestos cobrando pagamento. Em muitos casos, as empresas justificavam os atrasos salariais justamente pela falta de repasses da gestão municipal.

O episódio expôs fragilidades na condução financeira da administração de Assis Ramos, com dificuldades para honrar compromissos básicos e manter a regularidade dos serviços públicos. A crise também deixou um passivo significativo para a gestão seguinte, que precisou lidar com pendências junto a fornecedores e prestadores de serviço.

Diante disso, as recentes críticas feitas pelo ex-prefeito à atual administração reacendem discussões sobre responsabilidade fiscal e gestão de recursos públicos, além de trazer à tona questionamentos sobre os impactos de decisões passadas que ainda refletem na cidade.