A enfermeira e esteticista Mary Santos usou as redes sociais para anunciar seu desligamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro dos Carlos, em João Lisboa, e atribuiu a decisão a uma suposta perseguição política por parte da gestão municipal.

Na publicação, direcionada aos moradores do Centro dos Carlos e do bairro Cidade Nova, onde afirma ter crescido e construído laços familiares, a profissional declarou que teve seu direito democrático de escolha desrespeitado após manifestar apoio ao ex-prefeito de Imperatriz e pré-candidato a deputado estadual Assis Ramos.

Segundo Mary Santos, a situação teria ocorrido após ela declarar publicamente apoio ao projeto político de Assis Ramos para as eleições de 2026.

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"O voto é livre. Eu não aceito me submeter aos caprichos políticos de prefeito algum" - escreveu a enfermeira em trecho da publicação.

A profissional também afirmou que decidiu deixar a função por não aceitar, segundo ela, interferências políticas em suas escolhas pessoais e eleitorais.

Prefeito rebate acusações

Após a repercussão da postagem, o prefeito de João Lisboa, Fábio Holanda, apresentou sua versão dos fatos e negou qualquer motivação política para o desligamento da servidora.

Em resposta, o gestor afirmou que a mudança ocorreu em razão de uma reestruturação administrativa nas unidades de saúde do Centro dos Carlos e Bom Lugar, que passaram a adotar carga horária de 40 horas semanais com o objetivo de ampliar o atendimento à população.

De acordo com o prefeito, a decisão foi tomada antes dos acontecimentos relatados pela enfermeira.

Segundo Fábio Holanda, durante uma conversa sobre a permanência da profissional na unidade, Mary informou que não teria disponibilidade para cumprir a nova jornada de trabalho. Diante disso, a administração municipal teria buscado uma alternativa para mantê-la no quadro de servidores.

"Busquei uma alternativa que melhor se adequasse à sua situação, oferecendo a oportunidade de atuar em plantões no hospital" - afirmou o prefeito.

O gestor também destacou que a decisão de deixar o cargo partiu da própria enfermeira.

"Como você mesma afirmou, a decisão de deixar o cargo partiu de você" - declarou.

Debate ganha contornos políticos

A troca de declarações ocorre em meio às articulações políticas para as eleições de 2026 no Maranhão, período em que lideranças regionais começam a consolidar alianças e apoios para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

Enquanto Mary Santos sustenta que seu desligamento foi motivado por perseguição política após declarar apoio a Assis Ramos, a Prefeitura de João Lisboa afirma que a situação está relacionada exclusivamente a mudanças administrativas e à adequação da carga horária das unidades de saúde.

O caso repercutiu nas redes sociais e provocou debates entre apoiadores da profissional e defensores da gestão municipal. A discussão também amplia o tom político das movimentações que já começam a surgir no município de João Lisboa de olho no próximo pleito estadual.