A obra do projeto de padronização das calçadas em torno da Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Imperatriz, pela prefeitura, teve como objetivo gerar acessibilidade, porém os portadores de deficiência visual não foi incluso, já que não foi encontrado nos dois lados da calçada, o "piso tátil" que serve como guia de bengala para os deficientes.

Segundo a Associação Para Deficientes Visuais Deus é Fiel, a não inclusão de acessibilidade aos deficientes visuais em obras públicas, é uma afronta e uma falta de respeito a quem é portador da cegueira, já que o objetivo do "guia de bengala" é facilitar a locomoção sem pedir ajuda.

Para o presidente da instituição que representa os cegos em Imperatriz, Raimundo Marques, a padronização pode ter gerado acessibilidade aos idosos, as grávidas e outros portadores de alguma necessidade especial, mas não existe acessibilidade aos cegos nessa obra.

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Nós não somos ouvidos pelo poder público e a maior prova disso é a forma irregular que colocaram os guias de bengala no calçadão pelo Governo do Estado quase dentro das lojas. Também a padronização das calçadas da Getúlio Vargas não existe nenhuma acessibilidade ao portador de necessidades visuais - disse o presidente da Associação.

O Jornal Imperatriz esteve no local onde a prefeitura padronizou as calçadas e percebemos diversas irregularidades na obra, como em um dos lados o piso da calçada não é nivelado apresentando uma ondulação, oferecendo risco aos pedestres. Falta ranhuras nas calçadas com elementos de drenagens para dar vazão a água da chuva para não empoçar e entrar em torno das lojas.

Nós entramos em contato com a prefeitura, mas não fomos respondidos a respeito dos questionamentos a cerca da obra.