A Justiça do Maranhão negou na manhã desta quarta-feira (14), um de pedido de liminar em habeas corpus para o prefeito de Imperatriz Assis Ramos (União Brasil), para trancar uma investigação criminal contra ele de corrupção e enriquecimento ilícito, aberto pela Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão.

O pedido de liminar em habeas corpus de Assis Ramos, foi negado em Sessão Plenária do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), presidida pelo desembargado  Paulo Velten, que apesar do esforço da defesa do prefeito em justificar o pedido, a decisão foi quase unânime dos desembargadores que acompanharam o voto do relator o desembargado José Gonçalo que além de negar o pedido de Assis Ramos, deu prazo de 180 dias pro Ministério Público concluir as investigações.

O pedido protocolado pela defesa do prefeito de Imperatriz - VEJA AQUI - ocorreu em dezembro de 2020, quase 60 dias após as eleições municipais, onde Assis alegou a justificativa do pedido de liminar em habeas corpus, como uma tentativa de prejuízos eleitoral em campanha que ele disputava sua reeleição, após o Ministério Público por meio da Promotora de Justiça Nahyma Ribeiro Abas, ter aberto em novembro de 2019 um procedimento administrativo de improbidade administrativa contra Assis Ramos, que culminou em seguida a investigação criminal de corrupção e enriquecimento ilícito, aberto pela Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão.

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As investigações apontam suposta compra da fazenda São Francisco pelo prefeito Assis Ramos, acúmulo de patrimônio incompatível com sua renda, uso de laranjas para lavar dinheiro de empresas prestadoras de serviço ao município de Imperatriz onde os CPFs coincidem com os dos fornecedores de bezerros e compradores de gado do Sr. Franciscano dono da fazenda São Francisco e recebimentos de propinas através de doação feita pela prefeitura a entidade religiosa.

Veja trechos em vídeo da sessão do TJ-MA: