A deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB), anunciou neste último domingo (19), que será candidata ao Senado nas eleições de 2026. A decisão, confirmada após reuniões com aliados, muda significativamente o desenho da chapa majoritária do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB) e abre uma nova disputa interna por uma das duas vagas ao Senado. 

Até então, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) vinha sendo apresentado como o nome da base governista para ocupar a segunda vaga ao Senado. Com a entrada de Roseana na corrida, esse espaço deixa de ser tratado como consenso e passa a depender das negociações políticas entre os partidos que integram a aliança.

Nos bastidores, a candidatura de Roseana é vista como um movimento de grande peso eleitoral. Ex-governadora por quatro mandatos e ex-senadora, ela mantém forte recall entre o eleitorado maranhense e aparece entre os nomes mais competitivos nas pesquisas de intenção de voto para o Senado.

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A confirmação também impõe um novo desafio ao grupo de Carlos Brandão. Além de administrar os interesses dos partidos aliados, será necessário definir quem ficará com a segunda vaga da chapa majoritária, uma vez que Pedro Lucas era tratado como o favorito para essa posição.

Caso a composição seja mantida com Roseana, Pedro Lucas poderá ser obrigado a buscar outro caminho eleitoral, seja permanecendo na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados ou aguardando uma eventual reconfiguração das articulações políticas até as convenções partidárias.

A definição da chapa governista para o Senado passa, a partir de agora, a ser um dos principais focos das negociações políticas no Maranhão, já que a entrada de Roseana altera o equilíbrio interno da base e amplia a disputa por espaço entre as principais lideranças do grupo.