A divulgação de uma carta aberta da CIADSETA-MA na noite desta segunda-feira (20), trouxe novos esclarecimentos sobre a atuação de líderes religiosos no cenário político e, ao mesmo tempo, esvaziou rumores que circularam nos últimos dias envolvendo o pastor Raul Cavalcante e a senadora Eliziane Gama (PT).

No último fim de semana, especulações apontavam que o pastor teria declarado apoio político à parlamentar após um encontro em seu gabinete. No entanto, não houve qualquer confirmação pública por parte dos envolvidos. Agora, com a manifestação oficial da convenção, o cenário fica ainda mais claro: não há espaço institucional para esse tipo de posicionamento.

O documento, assinado pelo presidente Romeu Ribeiro Batista e pelo Conselho Político da entidade, reafirma que a convenção não mantém acordos políticos com candidatos nem emite apoio oficial a terceiros. A orientação é direta e reforça a neutralidade institucional como princípio central.

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Nota emitida pelo Convenção. - Imagem Reprodução: CIADSETA-MA
Nota emitida pelo Convenção. - Imagem Reprodução: CIADSETA-MA

Além disso, a CIADSETA-MA estabelece regras rígidas para evitar a politização dos espaços religiosos. Entre as principais diretrizes, está a proibição de discursos políticos, pedidos de voto ou qualquer manifestação de cunho eleitoral dentro dos templos. Também fica vedada a realização de reuniões políticas nas dependências das igrejas.

Outro ponto destacado no comunicado é que líderes ou pastores que desejarem disputar cargos eletivos devem se afastar de suas funções ministeriais, medida que busca preservar a integridade da atuação religiosa e evitar conflitos de interesse.

A convenção também esclarece que candidatos podem ser recebidos para momentos de oração e aconselhamento, desde que isso não seja interpretado como apoio político — uma distinção importante diante das recentes especulações.

Com essas diretrizes, a entidade reforça seu compromisso com a fé e com a imparcialidade, destacando que o foco das igrejas deve permanecer exclusivamente espiritual. Na prática, a nota oficial desmonta narrativas que tentaram associar lideranças religiosas a apoios políticos não declarados, evidenciando que os rumores não encontram respaldo nas normas institucionais.