A senadora Eliziane Gama (PT-MA) afirmou que está à disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores para contribuir com o próximo governo federal, que começa em 2027. Apesar de admitir a possibilidade de assumir uma função na administração, a parlamentar disse ainda não saber qual será seu papel na nova estrutura política.

Em entrevista ao Radar Imirante, nesta quarta-feira (28), Eliziane declarou que está preparada para atuar tanto no governo quanto na estrutura partidária do PT em Brasília. A definição, segundo ela, dependerá das articulações políticas para a composição da próxima gestão.

"Não sei efetivamente qual ação ou qual função eu terei nesse governo, mas seja ela qual for, seja no governo, seja no meu partido mesmo, no comando partidário aqui em Brasília, ou seja, em alguma função do governo do presidente Lula, o que for me colocado, eu darei o melhor de mim" - afirmou.

A declaração ocorre após a reeleição de Lula, concluída no segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo (25). Durante a campanha, a senadora participou da mobilização em favor do presidente no Maranhão.

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Senadora destaca mobilização popular

Ao avaliar o resultado eleitoral, Eliziane atribuiu importância à participação de diferentes segmentos da sociedade na campanha, incluindo jovens, estudantes universitários, influenciadores digitais e eleitores idosos.

A parlamentar destacou a presença popular em caminhadas e outras atividades realizadas no Maranhão durante o segundo turno. Na avaliação dela, embora os políticos tenham cumprido seu papel na campanha, o envolvimento da população foi um dos principais elementos da mobilização.

Eliziane também afirmou que espera uma ampliação do diálogo entre o governo federal e a sociedade a partir de 2027. Para a senadora, a experiência eleitoral demonstrou a importância de ouvir as demandas da população e incorporá-las às ações administrativas.

Eliziane cobra atenção à segurança em Brasília

Durante a mesma entrevista, a senadora criticou a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota na eleição presidencial e defendeu atenção das autoridades para possíveis ameaças às instituições democráticas.

Relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, Eliziane comparou o cenário atual ao período que antecedeu os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em janeiro de 2023.

Na terça-feira (27), ela encaminhou ofícios a autoridades, incluindo representantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Ministério da Defesa, além dos presidentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos documentos, a parlamentar solicitou medidas preventivas, acompanhamento de possíveis ameaças de violência política e compartilhamento de informações entre os órgãos responsáveis.

Ao comentar a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, Eliziane classificou a atitude como “vergonhosa” e defendeu que o resultado das urnas seja respeitado.

A senadora também lembrou que, após perder a disputa eleitoral no Maranhão, passou a atuar na campanha de Lula no segundo turno.

Futuro político depende de articulações

A possibilidade de Eliziane assumir um ministério ou uma secretaria no próximo governo ainda não está definida. A própria senadora reconheceu que a composição administrativa dependerá das negociações entre o presidente e os partidos que poderão integrar a base governista.

A declaração mantém em aberto o futuro papel da parlamentar na estrutura política nacional, seja em um cargo no Executivo federal, seja em uma função de direção partidária em Brasília.