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A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue intensificando as ações de combate ao calazar e já alcançou 95,5% da meta de encoleiramento de cães nas áreas prioritárias do município.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (23), mais de 7 mil cães foram encoleirados em 15 bairros considerados de maior incidência da doença. As ações são coordenadas pela Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) em parceria com o Departamento de Controle de Vetores.
Além do encoleiramento, as equipes também realizam visitas domiciliares e testagens nos animais. Ao todo, 3.786 cães já passaram por exames durante o atual ciclo de monitoramento.
Os números apontam impacto positivo no controle da doença. Em 2024, foram registrados 670 casos de cães infectados. Já entre janeiro de 2025 e março de 2026, esse número caiu para 522 casos — uma redução de aproximadamente 22%.
A estratégia de encoleiramento segue diretrizes do Ministério da Saúde e consiste no uso de coleiras impregnadas com inseticida, que repelem o mosquito transmissor da doença, o Lutzomyia longipalpis. Os cães são considerados os principais reservatórios do parasita no ambiente urbano.
As ações ocorrem em ciclos de seis meses, período de validade das coleiras. Durante esse processo, agentes de combate às endemias realizam triagens com testes rápidos e, quando necessário, encaminham amostras para análise laboratorial.
A Secretaria de Saúde reforça que o calazar não é transmitido diretamente do cão para o ser humano. A infecção ocorre apenas quando o mosquito-palha pica um animal infectado e, posteriormente, uma pessoa.
Entre os principais sintomas da doença em cães estão feridas no focinho e orelhas, emagrecimento, lesões na pele e crescimento exagerado das unhas. Já em humanos, o calazar pode provocar febre prolongada, anemia, cansaço e aumento do fígado e do baço.
O município aguarda agora uma nova remessa de coleiras para dar continuidade às ações de prevenção e controle da doença.

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