O MDB do Maranhão recorreu à Justiça Eleitoral para tentar obter dados de seis páginas que publicaram ou compartilharam deepfake e de conteúdo crítico e ofensivo contra Orleans Brandão, que na época era pré-candidato ao Governo do Estado. Entre os perfis citados está o Maranhão Sem Filtro, página que mantém ligação pública e amigável com o grupo político de Mariana Carvalho, liderança do PL em Imperatriz.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (02) pelo site O Observador Maranhense, que teve acesso aos detalhes da movimentação judicial. Segundo a publicação, além do Maranhão Sem Filtro, o MDB incluiu outras cinco páginas no pedido de obtenção de dados.

Relação com Mariana Carvalho chama atenção

A inclusão do Maranhão Sem Filtro no pedido do MDB ganha uma dimensão política adicional por causa da relação pública da página com o grupo de Mariana Carvalho.

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A ex-candidata à Prefeitura de Imperatriz e liderança do PL tem participação e presença associadas ao Maranhão Sem Filtro, que são os blogueiros Josevan Marques e Valdir Torres que também é advogado, que atuam na produção e divulgação de conteúdos políticos nas redes sociais.

Mariana está no campo político de oposição ao grupo do governador Carlos Brandão, justamente o grupo que trabalha pela candidatura de Orleans ao Governo do Maranhão.

Por isso, a tentativa do MDB de obter dados da página coloca o Maranhão Sem Filtro no meio de uma disputa que ultrapassa o ambiente das redes sociais e chega diretamente à Justiça Eleitoral.

MDB tentou ampliar quebra de sigilo

A iniciativa do partido surgiu após uma decisão judicial relacionada ao perfil O Poder Online, apontado como responsável pela publicação original do vídeo. O MDB já havia conseguido autorização para que fossem fornecidos dados capazes de identificar o responsável pela conta.

Na sequência, o partido tentou ampliar a medida para outros perfis que também participaram da divulgação do conteúdo. Entre eles aparecem Maranhão Sem Filtro, Portal G7MA, Maranhão Sem Limites, Emendas MA e Portal Upaon-Açu.

A intenção era obter informações que permitissem identificar os responsáveis pelas páginas e esclarecer a origem e a circulação do material.

A Justiça Eleitoral, porém, não acolheu a ampliação da medida nos termos solicitados pelo MDB. O entendimento foi de que a determinação concedida inicialmente deveria seguir em relação ao perfil que estava no centro da ação.

Eleição de 2026 aumenta tensão nas redes

O episódio revela como a disputa pelo Governo do Maranhão começa a ganhar contornos cada vez mais intensos no ambiente digital. Partidos e grupos políticos passaram a monitorar páginas, vídeos e publicações, recorrendo à Justiça quando entendem que determinados conteúdos podem ultrapassar os limites da crítica política ou configurar irregularidades eleitorais.

No caso analisado pelo TRE-MA, entretanto, o pedido do MDB para alcançar as seis páginas não foi acolhido integralmente. A movimentação mostra que, antes mesmo do início oficial da campanha, a batalha política de 2026 já está sendo travada também nos perfis e páginas que disputam a atenção do eleitor maranhense.