A cidade de Imperatriz registra aumento nos casos de síndromes respiratórias nas últimas semanas, acompanhando o cenário de alerta em todo o Maranhão. Dados recentes apontam que o município já soma 188 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, indicando maior demanda por atendimentos na rede pública de saúde.

O avanço dos casos tem refletido diretamente na rotina das unidades hospitalares, que operam com fluxo elevado de pacientes, principalmente nos serviços de urgência e emergência. Embora não haja confirmação oficial de colapso, o aumento da procura já pressiona o sistema de saúde local.

A situação se repete em outras regiões do estado. Em São Luís, a capital já contabiliza mais de 900 notificações de síndromes respiratórias, segundo a SES, com impacto direto na rede hospitalar e registros de unidades enfrentando superlotação.

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Um dos pontos de maior preocupação é o avanço dos casos entre o público infantil. Crianças, especialmente menores de 2 anos, são as mais afetadas neste momento, com aumento de atendimentos relacionados principalmente ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por quadros como bronquiolite.

Além do VSR, também circulam com força a Influenza A (gripe) e o rinovírus, ampliando o número de casos e a pressão sobre os serviços de saúde. O cenário preocupa por conta da rápida evolução que algumas infecções podem apresentar em pacientes mais vulneráveis.

O Maranhão permanece em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave, com tendência de crescimento nas últimas semanas, segundo monitoramento epidemiológico. O período chuvoso e a maior circulação de pessoas contribuem para a disseminação dos vírus.

Medidas de prevenção contra síndromes respiratórias

Diante do aumento dos casos, especialistas reforçam algumas medidas essenciais para reduzir o risco de infecção:

  • Higienizar as mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel;
  • Evitar contato próximo com pessoas gripadas ou com sintomas respiratórios;
  • Manter ambientes bem ventilados;
  • Utilizar máscara em caso de sintomas ou em locais fechados e com aglomeração;
  • Manter a vacinação contra a gripe atualizada;
  • Evitar levar crianças pequenas a ambientes com grande circulação de pessoas.

Entre os sintomas mais comuns estão febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, pode haver necessidade de internação, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

A evolução dos casos mantém em alerta a rede de saúde de Imperatriz, que segue monitorando a situação e ajustando o atendimento diante do aumento da demanda.