A Polícia Federal identificou R$ 38,9 milhões transferidos pela Vigas Engenharia para a I.S. Guimarães, empresa de Ivanuto Soares Guimarães, em 50 operações. O cruzamento dos dados bancários encontrou 298 transferências realizadas no mesmo dia ou até dez dias após a Vigas receber recursos públicos.

O padrão chamou a atenção da PF, que investiga se as empresas atuavam de forma coordenada e se parte dos valores poderia estar sendo movimentada como uma espécie de “conta de passagem”.

A I.S. Guimarães, também conhecida como Construtora Guimarães, já aparece em investigações relacionadas ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL). A empresa de Ivanuto executou obras financiadas por emendas parlamentares e convênios da Codevasf no Maranhão.A Polícia Federal identificou R$ 38,9 milhões transferidos pela Vigas Engenharia para a I.S. Guimarães, empresa de Ivanuto Soares Guimarães, em 50 operações. O cruzamento dos dados bancários encontrou 298 transferências realizadas no mesmo dia ou até dez dias após a Vigas receber recursos públicos.

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O padrão chamou a atenção da PF, que investiga se as empresas atuavam de forma coordenada e se parte dos valores poderia estar sendo movimentada como uma espécie de “conta de passagem”.

A I.S. Guimarães, também conhecida como Construtora Guimarães, já aparece em investigações relacionadas ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). A empresa de Ivanuto executou obras financiadas por emendas parlamentares e convênios da Codevasf no Maranhão.

Eduardo DP também aparece nas investigações

O empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP, é outro personagem central nas apurações sobre a negociação de emendas. Segundo a PF, ele seria suposto sócio oculto de uma empreiteira investigada e teria participado de articulações envolvendo recursos públicos.

Em investigações anteriores, a PF também identificou transações entre empresas atribuídas a Eduardo DP e empresas relacionadas ao núcleo de Maranhãozinho.

Os documentos, entretanto, não apontam que Ivanuto seja “laranja” de Eduardo DP, nem que a I.S. Guimarães pertença ao empresário.

O que está sob investigação é justamente a rede de relações entre políticos, empresários e empreiteiras que receberam ou movimentaram recursos públicos.

Bloqueio de R$ 19,6 milhões

Diante dos indícios, o ministro Flávio Dino, do STF, determinou medidas cautelares contra empresas investigadas, incluindo suspensão de contratos públicos e bloqueio de aproximadamente R$ 19,6 milhões.

A investigação continua para esclarecer a origem dos valores, a finalidade das transferências e quem seria o beneficiário final dos recursos.