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Edilázio Gomes da Silva Júnior está fora da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão nas eleições de 2026. O ex-deputado federal renunciou à candidatura a deputado estadual pelo Republicanos, e a desistência foi homologada pela Justiça Eleitoral do Maranhão.
A decisão foi assinada em 16 de agosto pela juíza Anna Graziella Santana Neiva Costa, relatora do processo no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA). Com a renúncia, o pedido de registro da candidatura foi considerado prejudicado e não houve análise definitiva sobre as condições de elegibilidade do candidato. O processo, porém, já apresentava uma pendência.
Candidatura tinha documentação pendente
Durante a análise do registro, a Secretaria Judiciária identificou a ausência de documento necessário para a instrução da candidatura. Edilázio e o Republicanos foram intimados para regularizar a situação, mas não apresentaram manifestação dentro do prazo.
Diante da pendência, a Procuradoria Regional Eleitoral se manifestou pelo indeferimento do registro de candidatura.
Antes que o TRE-MA analisasse definitivamente o pedido, entretanto, Edilázio apresentou, em 14 de agosto, um termo de renúncia à candidatura.
Segundo a decisão, o ex-deputado declarou de forma expressa, livre, consciente e inequívoca que não desejava mais concorrer ao cargo de deputado estadual.
A relatora homologou a desistência e determinou a atualização da situação do candidato no Sistema de Candidaturas.
Não foi uma cassação
A decisão do TRE-MA não cassou nem indeferiu a candidatura de Edilázio.
O que ocorreu foi uma renúncia voluntária, posteriormente homologada pela Justiça Eleitoral. Com a retirada da candidatura, o tribunal considerou prejudicado o pedido de registro e deixou de analisar a pendência documental apontada anteriormente.
A própria decisão destaca que a renúncia é um ato unilateral, personalíssimo e irretratável, desde que observados os requisitos legais.
A relatora também afirmou que não cabia à Justiça Eleitoral investigar as razões que levaram o candidato a desistir da disputa.
Nome aparece na Operação 18 Minutos
A saída de Edilázio da corrida eleitoral ocorre em um momento em que o nome do ex-parlamentar também está relacionado à Operação 18 Minutos, investigação conduzida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre um suposto esquema envolvendo venda de decisões judiciais no Maranhão.
Em fevereiro de 2025, a Polícia Federal concluiu o relatório final do inquérito e indiciou Edilázio, apontando-o como integrante do chamado “núcleo operacional” da investigação. O relatório atribuiu ao ex-deputado enquadramentos em dispositivos relacionados a corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de prestígio, além de outros fatos investigados.
Posteriormente, Edilázio tentou questionar no STJ a tramitação da investigação e a validade das provas produzidas contra ele. A defesa alegou, entre outros pontos, uma suposta violação das regras de competência relacionadas ao foro por prerrogativa de função.
O ministro João Otávio de Noronha, relator da investigação no STJ, indeferiu os pedidos apresentados por Edilázio e manteve os atos processuais questionados, conforme decisão divulgada em agosto de 2025.
Renúncia não foi relacionada oficialmente à investigação
Apesar da coincidência no momento político, a decisão do TRE-MA não estabelece qualquer relação entre a renúncia de Edilázio e a Operação 18 Minutos.
O documento judicial é objetivo ao registrar apenas que o candidato decidiu, por vontade própria, retirar seu nome da disputa. Também não cabe à Justiça Eleitoral, segundo a própria relatora, investigar os motivos pessoais que levaram à desistência.
Com a homologação, Edilázio deixa oficialmente a corrida por uma vaga de deputado estadual em 2026.
A situação eleitoral agora consta no sistema da Justiça Eleitoral como decorrente da renúncia da candidatura.
Publicado por:
Willamy Figueira/Editor-chefe
Willamy nasceu em Imperatriz, tem 43 anos, é jornalista com DRT-MA 2298, publicitário e redator-chefe do Jornal Imperatriz.
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