O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Núcleo de Imperatriz do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realizou nesta sexta-feira (6) a Operação Califórnia, que apura possíveis irregularidades em contratos de obras públicas vinculados à Prefeitura de Açailândia.

A ação foi realizada em apoio à 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Ordem Tributária e da Saúde de Açailândia. A investigação apura possíveis crimes relacionados a licitações e lavagem de dinheiro.

Entre os pontos sob apuração estão suspeitas de irregularidades na adesão a atas de registro de preços, procedimento conhecido como "carona", utilizado por órgãos públicos para aproveitar condições estabelecidas em licitações realizadas por outras administrações.

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Segundo os levantamentos preliminares, também foram identificadas possíveis falhas e deficiências na prestação dos serviços públicos contratados.

Mandados foram cumpridos nas residências de dois investigados

Durante a Operação Califórnia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais de dois investigados. As medidas foram autorizadas pelo Poder Judiciário e têm como objetivo reunir provas e documentos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações criminais.

No decorrer das diligências, foram recolhidos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e diversos documentos.

A operação contou com a participação da Delegacia Regional de Imperatriz e o suporte da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência do Ministério Público do Maranhão (Caei).

Gaeco mantém investigação sob sigilo

O Ministério Público informou que o procedimento investigativo tramita sob sigilo. Por esse motivo, não serão divulgados, neste momento, os nomes dos investigados nem detalhes sobre o conteúdo dos materiais apreendidos.

Em comunicado, o Gaeco justificou a restrição pela necessidade de preservar as diligências, garantir a ordem pública e respeitar o devido processo legal. Até o momento, o MPMA não divulgou os valores dos contratos envolvidos, eventual prejuízo aos cofres públicos ou a identificação dos investigados.